Ubuntu 8.10 (Intrepid Ibex) e algumas curiosidades

Posted in Linux, Ubuntu on October 31st, 2008 by LeoLuz

Ontem (30/10/2008) saiu a versão nova do Ubuntu (8.10). Isso todo mundo já sabe! Porém talvez você não saiba que esse SO é meio misterioso e cheio de curiosidades. Vamos a elas..

De seis em seis meses uma nova versão do Ubuntu é lançada. Essa release ocorre aproximadamente 1 mês depois do lançamento do Gnome. A versão do SO sempre segue o formato ano.mês, ou seja:

8.04 lançado em abril de 2008
8.10 lançado em outubro de 2008
9.04 será lançado em abril de 2009
e assim por diante…

Outra curiosidade é a questão dos codinomes das versões que são sempre nomes duplos onde a primeira letra é sempre repetida e em ordem alfabética. Veja:

6.06 Dapper Drake
6.10 Edgy Eft
7.04 Feisty Fawn
7.10 Gutsy Gibbon
8.04 Hardy Heron
8.10 Intrepid Ibex
9.04 será Jaunty Jackalope

Esse post explica melhor o significado desses nomes.

Abaixo seguem alguns links de release notes dos componentes mais importantes dessa nova versão:

Caso você saiba de alguma curiosidade que não citei, adicione um comentário.

[]‘s e até a próxima!
-l30-

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Emacs Clean Setup

Posted in Emacs on October 28th, 2008 by LeoLuz

Como o nome do post já diz, o propósito aqui é mostrar como configurar o seu Emacs de maneira limpa para uma melhor administração de suas customizações e arquivos de extensões.

Uma das características mais expressivas do Emacs é sem dúvida a incrível capacidade de expansão e customização de suas funcionalidades. Na minha opinião o real ganho de produtividade com a ferramenta apenas ocorre quando você a customiza para as suas necessidades. Porém essa tarefa não é nada corriqueira e exige alguns conhecimentos da especificação POSIX caso você queira dominá-la. Porém esse não deve ser o seu intuito (nem o meu!). O básico já resolve!

O beaba..

A maioria das funcionalidades do Emacs são feitas em Lisp, ou melhor Emacs Lisp e são distribuídas através de arquivos .el ou arquivos de extensão como são chamados. Você não precisa programar em Lisp ou Emacs Lisp para instalar uma extensão. Para isso basta copiar o arquivo .el para qualquer pasta listada no load-path do Emacs. O problema é que dessa maneira você pode perder o controle das suas extensões pois elas ficarão espalhadas pelo seu SO. Caso você queira utilizar o emacs em outra máquina por exemplo, vai ter um trabalhão até garimpar tudo e colocar no lugar certo. Dessa maneira, achei melhor montar o meu ambiente de maneira uniforme, o que traz várias vantagens que eu explico melhor em outro post. Escolha um diretório qualquer para conter todas as customizações e extensões do seu Emacs. No meu caso ficou em:

/home/l30/l30-emacs

Em seguida você precisa dizer ao emacs para procurar por arquivos de extensões a partir desse nível de diretório. A forma mais limpa e eficaz que eu achei para fazer isso foi adicionar a seguinte linha no arquivo .emacs (geralmente em /home/<seu diretorio>/.emacs):

(progn (cd "~/l30-emacs") (normal-top-level-add-subdirs-to-load-path))

Apenas substitua o caminho entre “” pelo seu caminho escolhido e pronto. Com isso você disse para o Emacs qual será o caminho que ele também deverá procurar para carregar suas configurações e extenções.

Dessa forma você consegue gerenciar seu ambiente Emacs de maneira mais dinâmica e poderá ser facilmente migrada para outras máquinas.

Vamos lá, agora basta achar alguma extensão interessante pela net e sair testando para ver se atende suas necessidades. Uma que eu achei e gostei bastante foi a Ido (InteractivelyDoThings). Ela torna a ação de abrir um arquivo muito rápida e inteligente, entre outras coisas. Sua última versão pode ser baixada direta de seu CVS.

Por padrão, a documentação de como utilizar uma extenção vem escrita no próprio arquivo .el, portanto não há mistério.

Boa sorte e até a próxima!

[]‘s
-l30-

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Bem vindo ao emacs!

Posted in Emacs on October 26th, 2008 by LeoLuz

Com certeza um utilitário que todo usuário de computador precisa saber escolher é o seu editor de textos. Durante toda minha utilização de Windows (velhos tempos.. :p) foram vários editores que tive o prazer e o desprazer de testar. O notepad++ foi o último que usei se não me engano. Para linux também já tentei de tudo. A dupla dos visuais gedit e kate e alguns em caractere mode como vi e nano. É difícil escolher o melhor.  Na verdade a questão do melhor é muito relativa e depende principalmente de sua utilização e nível de usuário.

Para a comunidade nerd o assunto do editor de texto chega a ser quase que religioso. Quando um nerd se identifica com um editor geralmente ele o defende com unhas e dentes, e nem tente achar algum defeito pois terá o mesmo efeito que você xingar a mãe do indivíduo. Particularmente, não sofro dessa bobeira (mesmo porque nem me considero como tal. ;) ). Salvo algumas provocações que faço quando quero irritar alguém, não acho que exista o melhor ou o pior editor de texto, mesmo porque a diferença entre eles pode ser gritante, e o que é bom para um tipo de uso não é bom para outro.

Bom.. Chega de poesias.. Na verdade falei tudo isso pois estou inaugurando uma nova categoria nesse blog para falar sobre o emacs. A idéia é mostrar porque esse “editor de textos” vem chamando muito a minha atenção nos últimos tempos e o quão diferente ele é de todos os outros que eu usei.

O emacs é no mínimo “diferente”. Diferente porque na verdade ele não é apenas um editor de textos. Ele faz coisas que vão muito além disso como por exemplo conectar-se a um irc server, interagir com um repositório svn para controlar versões de arquivos ou até mesmo ser a sua agenda pessoal que te avisa 15min antes dos seus compromissos. Estranho né?  Bom o mais estranho está por vir.. Ele não tem nada visual e tudo o que você faz com ele é via atalhos de teclado. Com isso ja deu para perceber que a curva de aprendizado do emacs é extremamente acentuada e geralmente as pessoas desistem dele por não se adaptarem bem inicialmente.

A parte histórica dele é interessante. Resumindo, o emacs nasceu no laboratório de Inteligência Artificial do MIT. Ele foi desenvolvido utilizando a linguagem LISP que é uma das preferidas pela galera de IA.

Caso você também seja um usuário Ubuntu como eu e queira testar o software, sugiro que você instale a versão snapshot (emacs-snapshot) contida no universe repo. Não aconselho instalar a versão emacs22 pois suas fontes são bitmap e você vai ter uma decepção muito grande (eu tive! :( ). A versão snapshot já vem com fontes anti-aliased.

Sem dores de cabeça digite:

$sudo aptitude install emacs-snapshot

Pronto! Agora basta iniciar o emacs. E ler o seu manual!

Manual?! Brincadeiras a parte, o manual é um dos melhores que já li.. Também pudera!  Se não fosse bom eu já tinha desistido a muito tempo. Porém, minha idéia não é essa, pois é muito demorado chegar ao ponto de ganhar alguma produtividade com o emacs apenas lendo seu manual.  A quantidade de informação é absurda e o que você quer é apenas editar um texto!

O conceito do emacs desde o início é de ser um editor de texto que promova a mesma experiência de usuário em qualquer sistema operacional. Por isso, você nunca vai achar uma relação de atalhos de teclado contendo a tecla Alt. No lugar disso você encontrará a letra M (de meta). Toda vez que você ver um atalho do tipo M-x, entenda como Alt-X.

Por final deixarei alguns links de referência e no próximo post prometo mostrar algo mais concreto. :)

  • Emacs Quick Reference: Ótimo guia de referência. Dá para ter um pequeno overview!
  • EmacsWiki: Wiki com uma grande variedade de howtos. Mas tome cuidado pois alguns já estão bastante desatualizados.
  • Site Oficial: O Oficial é sempre o oficial! Profundo não??

[]‘s e até a próxima!
-l30-

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