Com certeza um utilitário que todo usuário de computador precisa saber escolher é o seu editor de textos. Durante toda minha utilização de Windows (velhos tempos.. :p) foram vários editores que tive o prazer e o desprazer de testar. O notepad++ foi o último que usei se não me engano. Para linux também já tentei de tudo. A dupla dos visuais gedit e kate e alguns em caractere mode como vi e nano. É difícil escolher o melhor. Na verdade a questão do melhor é muito relativa e depende principalmente de sua utilização e nível de usuário.
Para a comunidade nerd o assunto do editor de texto chega a ser quase que religioso. Quando um nerd se identifica com um editor geralmente ele o defende com unhas e dentes, e nem tente achar algum defeito pois terá o mesmo efeito que você xingar a mãe do indivíduo. Particularmente, não sofro dessa bobeira (mesmo porque nem me considero como tal. ;) ). Salvo algumas provocações que faço quando quero irritar alguém, não acho que exista o melhor ou o pior editor de texto, mesmo porque a diferença entre eles pode ser gritante, e o que é bom para um tipo de uso não é bom para outro.
Bom.. Chega de poesias.. Na verdade falei tudo isso pois estou inaugurando uma nova categoria nesse blog para falar sobre o emacs. A idéia é mostrar porque esse “editor de textos” vem chamando muito a minha atenção nos últimos tempos e o quão diferente ele é de todos os outros que eu usei.
O emacs é no mínimo “diferente”. Diferente porque na verdade ele não é apenas um editor de textos. Ele faz coisas que vão muito além disso como por exemplo conectar-se a um irc server, interagir com um repositório svn para controlar versões de arquivos ou até mesmo ser a sua agenda pessoal que te avisa 15min antes dos seus compromissos. Estranho né? Bom o mais estranho está por vir.. Ele não tem nada visual e tudo o que você faz com ele é via atalhos de teclado. Com isso ja deu para perceber que a curva de aprendizado do emacs é extremamente acentuada e geralmente as pessoas desistem dele por não se adaptarem bem inicialmente.
A parte histórica dele é interessante. Resumindo, o emacs nasceu no laboratório de Inteligência Artificial do MIT. Ele foi desenvolvido utilizando a linguagem LISP que é uma das preferidas pela galera de IA.
Caso você também seja um usuário Ubuntu como eu e queira testar o software, sugiro que você instale a versão snapshot (emacs-snapshot) contida no universe repo. Não aconselho instalar a versão emacs22 pois suas fontes são bitmap e você vai ter uma decepção muito grande (eu tive! :( ). A versão snapshot já vem com fontes anti-aliased.
Sem dores de cabeça digite:
$sudo aptitude install emacs-snapshot
Pronto! Agora basta iniciar o emacs. E ler o seu manual!
Manual?! Brincadeiras a parte, o manual é um dos melhores que já li.. Também pudera! Se não fosse bom eu já tinha desistido a muito tempo. Porém, minha idéia não é essa, pois é muito demorado chegar ao ponto de ganhar alguma produtividade com o emacs apenas lendo seu manual. A quantidade de informação é absurda e o que você quer é apenas editar um texto!
O conceito do emacs desde o início é de ser um editor de texto que promova a mesma experiência de usuário em qualquer sistema operacional. Por isso, você nunca vai achar uma relação de atalhos de teclado contendo a tecla Alt. No lugar disso você encontrará a letra M (de meta). Toda vez que você ver um atalho do tipo M-x, entenda como Alt-X.
Por final deixarei alguns links de referência e no próximo post prometo mostrar algo mais concreto. :)
- Emacs Quick Reference: Ótimo guia de referência. Dá para ter um pequeno overview!
- EmacsWiki: Wiki com uma grande variedade de howtos. Mas tome cuidado pois alguns já estão bastante desatualizados.
- Site Oficial: O Oficial é sempre o oficial! Profundo não??
[]‘s e até a próxima!
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